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  1. onde estás disposto a chegar?

    sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

    Ascolta, amico mio...
    As vezes, um homem feito se olha no espelho e não consegue se reconhecer. Naturalmente, quando isto acontece, nada mais justo do que acender um cigarro, encher um copo com um bom vinho e brindar consigo mesmo, o nascimento de um novo homem, forjado no ventre de uma dura e real perspectiva.
    A vida é severa, davvero, e todos nós, temos algum plano, de acordo com as leis ou não, para deixá-la um pouco mais maleável, entretanto, jamais comentei sobre planos financeiros, pessoais e muito menos os amorosos, antes de serem concretamente acabados ou durante a realização, perchè, boa parte dos meus ouvintes, aqueles que ingenuamente acreditei em suas promessas de amizade, estavam sempre divididos entre os que desejavam o meu fracasso e os que contribuíram para a minha derrota.
    Perante il banchetto che mangio e na mesa que confraternizamos, a anfitriã é a omertà e nosso código de etiqueta nada mais é, do que uma refinada lei do silêncio, ou seja, o que é feito ou dito entre homens, deve permanecer somente entre os homens que estavam na conversa.
    Não se pode espalhar espinhos por um caminho que é percorrido descalço e muito menos permitir que a língua diga o que a cabeça poderá vir a pagar, mas isto, apenas aprendemos com anos de sofrimento, acredito agora, que de todas as professoras que tive, a experiência foi a mais severa, primeiro ela aplicou a prova para depois me ensinar uma lição.
    Creio que todo homem, quando sentisse a vontade de contar alguma coisa que planeja para alguém, deveria escrever tudo em um papel, embrulhar e por fim, mastigar até o último pedaço.
    Durante momentos tranquilos pode-se com maior facilidade refletir sobre as coisas ao derredor, imagine o que não se pode refletir durante a tranquilidade de espirito? Se nunca mirou para o horizonte, pairou os olhos sobre toda fortuna á vista, e refletiu para si mesmo:
    Eu serei o dono de tudo isto!
    Então nunca possuiu uma real ambição. Entretanto a ambição cega, lhe fará sempre acordar com fome de dinheiro e dormir de barriga vazia. Seu dilema nada mais é do que o maior paradoxo na vida de um homem de negócios da sacra organização; Como adquirir o poder e dinheiro sem colocar os dois pés no inferno? Poderia um soldado em uma guerra, ao matar seu inimigo, ser acusado de homicídio pelo Estado ou de cometer um grave pecado pela Igreja? O mesmo acontece por aqui, não é nada mais do que uma guerra, não é defendida em prol de países ou ideologias, mas por interesses e negócios, além do mais, todos eles estão ali, sabendo dos riscos e benefícios, mas a cobiça fala mais alto, ninguém é culpado ou inocente, são apenas negócios. E por mais que a chance de vencer seja grande, o capitalismo segue as regras de Las Vegas e a banca nunca quebra...
    Ter honra e lealdade, no submundo dos negócios é como andar calçado com sapatos brancos, em uma rua de lama, tentando não se sujar, por isto, sempre levei comigo um lenço cinza, perché sei que em muitas vezes, lavar a honra com sangue, me fará sujar o paletó.
    Quanto aos sentimentos? Sempre prezei mais o ódio. E digo:
    O ódio deve ser para o homem, assim como o fogo é para uma locomotiva a vapor!
    Ela transforma o fogo em seu combustível para percorrer os mais longos e íngremes caminhos, entretanto ela não se queima com ele. O homem deve fazer com que o seu ódio interno de todas as injustiças que lhe foram cometidas seja seu propulsor rumo ao sucesso, mas sem se consumir por ele.
    O amor, poderá sim lhe tornar uma pessoa melhor, mas o que realmente vai determinar o seu futuro é a sua decisão de vencer e o que está disposto a fazer para isso, esta sim, não apenas influencia, mas determina e muito o seu futuro.
    Não se trata, de onde você está hoje, ma si, sobre o que está disposto a fazer para galgar as escadas de ossos até o topo.
    Allora, escolha onde quer chegar e faça o que for necessário para isso, o que for necessário! Como dizem os sicilianos; o amor pode melhorar o homem, mas apenas o ódio o transforma...
    Cent'anni...

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